Um Pouco Sobre Egoísmo

O post de hoje vai ser um pouco diferente. Pedi para uma amiga minha, que por sinal é uma ótima escritora, escrever um texto especialmente para o blog sobre qualquer tema e aqui está ele! Espero que gostem!

Um Pouco Sobre Egoísmo

Estamos todos imersos em hipocrisia e inveja. Não adianta fugir, disfarçar ou tentar negar. É parte da nossa natureza; estamos fadados a isso; faz parte da nossa programação.
Vivemos constantemente tentando negar, inutilmente, o quão longe nos leva a nossa ambição. Sim, olhamos torto e desejamos ter o que não é nosso. Felicidade que não parte de nós mesmos incomoda a ponto de fazer com que alguns se esforcem a destruí-la. Somos gananciosos, e não temos a menor vergonha disso. E pra quê?
Não, não existe “inveja branca”! Orgulho pelas conquistas alheias é extremamente diferente de cobiçar realizações que não são -e nunca serão- suas.Valores andam invertidos e metas têm sido baseadas em arruinar os objetivos alheios. Pra quê? A obsessão pela vida dos outros é tamanha que nos impede de evoluir em qualquer e todo aspecto. Afinal, já é fato: o seu jardim jamais florescerá se não tirar os olhos da grama do vizinho.
Seria o cúmulo do falso moralismo dizer que não se encaixa nesse padrão. Você, eu, seu velho pediatra e a senhora que vive do outro lado da rua. Todos no mesmo barco. E, se o rumo continuar o mesmo, estaremos, então, destinados a afundarmos em nós mesmos.
Luiza Marconi

luiza-marcone

NÃO DEIXEM DE CONFERIR O BLOG DELA, ELE É ENCANTADOR!

Os textos dela são incríveis e eu estou simplesmente apaixonada por cada um deles!
Morro de orgulho da pessoa incrível que ela é e tenho ainda mais orgulho da sua capacidade de transcrever sentimentos de uma maneira tão leve e marcante!
Beijos,
Bia

Ela Ainda Não Aprendeu

Não adianta, a vida bate, pisa, xinga, aponta o dedo na cara e grita NÃO, mas ela continua. Até se fosse o primeiro coração partido, “tudo bem” eles diriam, “ela é jovem, tem muito a aprender”. Mas não desta vez, quem dera fosse o primeiro, ou, quem dera fosse o último.

Bem que a mãe avisou, “não se deixe levar por um sorriso bobo, minha filha”. Ela nunca gostou de ouvir os mais experientes, mas dessa vez, se não tivesse sido tão teimosa, talvez não estaria cobrindo a cara com um travesseiro tentando abafar o choro.

Menina intensa, nunca se contentou em ser dona do próprio nariz. Imagina se não iria mergulhar de cabeça naquele menino que pagou sua cerveja, no bar do Zé, enquanto ela estava tentando esquecer aquele canalha… “Ei menina, não olha muito, teu coração é frágil demais para outra decepção”, seu sexto sentido sabia o que estava dizendo.

Eu sei, é duro agir com a razão quando ele vem com aquele sorriso que faz qualquer furacão parecer brisa. Fecha a boca menino, ela não é blindada, guarda o sorriso no bolso, essa jogada é covardia. Não deu tempo de pensar, foi !PÁ-PUF! Quando viu a bagunça já estava feita e só sobrou ela para arrumar.

“Vê se não volt…” não adianta falar, antes de terminar a frase ele já chegou, sempre coloca uma caixinha no lugar e vai embora novamente. Menino, eu te avisei, fecha a boca, seu sorriso é sacanagem, não é porque você está se desfazendo que precisa leva-lá junto.

Guarda essa miséria pra voce, amigo. Aquela menina no bar ja sofreu demais.